Quem uiva mais alto?

Como tudo começou Em Portos dos Milagres, pequena cidade mineira, o sobrenatural era tão presente quanto os desejos sombrios por trás dos habitantes. A vida girava em torno das grandes fazendas dos Carijós, família cujo poder e influência fazia a região existir sob um eterno coronelismo. Porém era inegável que não haviam terras tão lindas, paraísos rústicos e poeirentos onde muitos segredos se escondem entre matagais longínquos e pastos sem fim.
Mateus e Pedro, únicos herdeiros homens da família, faziam parte desse segredo. Primos cuja beleza sombria chamava a atenção como eclipses solares, ninguém estava livre daquela gravidade. Cabelos negros, olhos castanhos cujo fundo

parecia uma mistura de mel ensanguentado, barba cerrada, corpo entalhado por alguma divindade brincalhona que gostava de ver homens e mulheres sedentos pelo sangue e carne profanos. Era difícil acreditar que tinham apenas 19 anos, já com mais de 1,88m de altura, ninguém se importou em medir, a curiosidade era maior sobre outro tamanho. De todo modo, tinham fama de andarem armados, pois pareciam guardar duas pistolas nas calças.
O que poucos sabiam, ou poucos haviam sobrevivido para continuar sabendo, era que os Carijós carregaram uma maldição selvagem. Os homens, ao completarem a maioridade, passavam a se transformar em terríveis bestas-feras nas noites de lua cheia, perdiam toda a racionalidade e se entregavam aos instintos e desejos mais animalescos. A fome, a sede e o tesão. Por algum motivo isso era chamado de favo.

Certa noite, Pedro e Mateus estavam passeando sozinhos na cachoeira da região. Entregues à bebedeira e pescaria, coisas de meninos, esqueceram dos alertas da temerosa mãe, para que nunca ficassem até o anoitecer fora de casa. Não sabiam o que estava por vir mas sentiam que algo estava para acontecer.
Como a noite estava quente, resolveram aproveitar a cachoeira, tiraram as roupas e, nus, foram até a beira da água. Nunca haviam tido problema em ficarem pelados juntos. Porém, nos últimos dias, Mateus estava sentindo algo novo, e ao ver Pedro pelado ficou involuntariamente excitado, fazendo crescer um enorme pênis avermelhado, cuja ponta começou a escorrer um líquido transparente que pingava como mel. Pedro se assustou tanto que não conseguiu repreender o primo, já havia escurecido e só quando a lua apareceu ele se deu conta do que estava acontecendo.

Mateus, constrangido, tentou se desculpar, mas por algum motivo as gotas continuavam a pingar cada vez mais grossas, até que, sem conseguir se segurar, ejaculou onze longos jatos do esperma mais quente e pastoso já visto, atingindo Pedro no rosto e peito. Foi quando Mateus, desesperado, pensou que tudo estava perdido e levaria uma surra do primo. Mas não foi o que aconteceu.
Pedro se afastou, tremendo, Mateus pensou que estivesse se preparando para surtar. Porém o primo começou a tremer cada vez mais violentamente, ficando vermelho, os músculos inchando, bem como o pênis que era maior aindo do que o de Mateus. Mateus, desesperado, foi em direção a Pedro, que deu um urro gutural, ferino, fazendo as aves alçarem vôo das redondezas. Foi quando tudo mudou.

Mateus começou, também, a perder o controle dos movimentos, e sem saber como reagir, começou a se masturbar violentamente para tentar amenizar a coceira insuportável que estava sentindo no pau; Enquanto Pedro se debatia no chão de terra, se arranhando. Mateus violentou seu pênis com tanta violência que ejaculava sem parar até que começou a sangrar, a pele se abrindo. Percebeu que também estava inteiro vermelho. Pedro, nesse momento, também começou a expelir jatos de porra que se misturam com a terra e logo também o sangue, já que este começou a se arranhar violentamente.
A lua observava impassível aquele tormento orgiezante dos dois jovens condenados. Por baixo da pele surgiu grossos pêlos negros, animalescos, os dentes caíram e no lugar surgiram presas enormes, os olhos terrivelmente avermelhados e os pênis enormes envoltos em terra, sangue e porra. As criaturas tomaram o controle. Naquela noite, escutaram-se uivos até o amanhecer, quando os peões encontraram doze novilhas mortas, dilaceradas, cujos pedaços abocanhados foram espalhados por uma grande extensão de pastos.

Alguns meses se passaram e agora os primos sabiam o que eram e o que faziam todas as noites de lua cheia. Sabiam, sobretudo, que o lobo poderia ficar escondido, mas o desejo por homens, não. Por algum tempo, Pedro e Mateus se bastaram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *